sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Brinquedos para crianças deficientes

Movidos pelo espírito natalício, o Grupo de Automação e Robótica da Universidade do Minho, em Guimarães, está a adaptar brinquedos para crianças com dificuldades motoras severas, para que estas crianças especiais possam brincar com eles, e que serão oferecidos no Natal.
Entre outras iniciativas, recebe brinquedos da Concentra, para oferecer a crianças com deficit cognitivo ou motor, depois de devidamente adaptados. Terminada a fase de adaptação, os brinquedos estão agora a ser entregues nas instituições.
Também a Associação de Turismo Acessível realizou uma acção de doação de brinquedos didácticos e interactivos adaptados a crianças e jovens portadores de deficiência motora e cognitiva nas escolas do concelho de Aveiro.
Ajudas.com

A Dica!


Surge agora uma nova marca de vestuário portuguesa, concebida em Portugal, que nasceu de um projecto da Universidade do Minho. Vendem roupa on-line e preparam-se para entrar no mercado americano.
Trata-se de roupa específica para pessoas com mobilidade reduzida, nomeadamente para quem utiliza uma cadeira de rodas, visto que os acabamentos têm em consideração que as pessoas em questão passam a maior parte do tempo sentadas.
A roupa é concebida à medida de cada pessoa, e contempla em casos específicos, facilidades para quem tem de utilizar algálias, sondas e outros meios necessários no seu quotidiano.
Para conhecerem melhor os produtos, acedam a http://www.weadapt.eu/.

O Amigo Especial




Era uma vez o Pedro, que tinha um vizinho muito seu amigo chamado João.
Num belo dia de sol, o João convidou o Pedro para um passeio surpresa. O Pedro estava ansioso! E durante o caminho perguntava: - Para onde vamos?
- Surpresa é surpresa!
Chegaram em frente do museu e o João guiou o seu amigo pela escada, explicando que estavam num museu de brinquedos.
- Uau! João ficou satisfeito ao ver a cara de felicidade do Pedro, porque o menino nunca tinha visitado um museu de brinquedos .
No meio de tantos brinquedos, o João pegou num e entregou ao Pedro, que, ao apalpá-lo, pulou de alegria dizendo que o conhecia, que era um pião!
E assim continuaram, o João a mostrar os brinquedos e o Pedro a adivinhá-los, até que o João convidou o Pedro para ir a sua casa e ele também adivinhou o lanche pelo cheiro e sabor. Porque este menino, mesmo sem ver, podia ver tudo com os olhos do coração, além de ter os outros sentidos muito apurados.
O João tinha muito orgulho de ter um amigo tão especial.



Daniela Bettencourt

O Bruno Chegou ao Natal a Conseguir ler!

Não consigo evitar a baba...
É verdade, contra algumas opiniões, lá fui eu inscrever o Bruno no 1º ciclo e este ano lectivo, lá esteve o menino inserido numa turma de ensino regular do 1º ano do 1º ciclo. (a professora de ensino especial já deu razão à mãe...). A meta para os meninos do 1º ano era, no Natal, estarem a ler algumas frases simples. As vogais, os ditongos e algumas consoantes: "L", "M", "T", "D", "P", e até já aprenderam o "C"!
O Tesourinho lá vai conseguindo com alguma dificuldade, alguma falta de vontade de fazer os deveres e de trabalhar, alguma teimosia, mas também muita vontade de vencer… Não acreditam que o meu Tesourinho lindo está a ler?
Vejam em: http// otesourinho.blogspot.com


O autismo não existe!


Não existe cura para autismo. Em lugar nenhum do mundo. Autistas, não precisam ser curados, precisam ser respeitados. O que precisamos é oferecer dignidade, habilitação e reabilitação para uma vida independente, com o máximo de autonomia possível. Na verdade, o autismo não existe. Quem existe são autistas que sofrem pela negação por parte de pais e profissionais, que não são aceites nas escolas e que não têm instituições que os apoiem na inclusão, que pagam caro por não cumprir as expectativas de uma sociedade, ou de uma família que esperava um filho "padrão", ou “normal”.
Neste sentido, a busca da cura do autismo é vã, deletéria e, muitas vezes, prejudicial quando colabora para aumentar o preconceito que afasta mais ainda o autista da aceitação por parte da sua família e da sociedade, dos seus direitos fundamentais e da sua dignidade inerente.
O que deve ser oferecido para o autista é a oportunidade de uma maior participação, contacto social, de construção da sua vida com maior independência possível, com o apoio da família e dos seus pares. Isto não significa tratar o autista ou autismo, nem buscar a cura. Isto é habilitação e reabilitação.


Alexandre Mapurunga

Utente do Mês: Emanuel


Este mês não poderíamos deixar de destacar o Emanuel, que acompanhou todos os colegas de forma exemplar nos preparativos para a Festa de Natal e manteve um bom comportamento em todas as rotinas e actividades já estabelecidas na Associação.
Muito Bem Emanuel!

A Festa de Natal




A Festa de Natal da APACDPV realizou-se no passado dia 22 de Dezembro na própria Associação.
Este ano, não poderia ter sido mais especial porque para além das actividades que os utentes já realizavam, como a preparação do lanche, os enfeites, etc., durante meses prepararam também o cenário e ensaiaram músicas e uma peça de teatro.
A culminar em beleza, este ano também foi especialmente importante a presença dos familiares e amigos num dia tão pleno de alegria e fraternidade.